Herbácea endémica de Portugal continental associada aos ecossistemas agrícolas do Baixo Alentejo. É uma planta anual, de folhas lineares e carnudas, com a margem um tanto enrolada. As inflorescências formam um cacho com cerca de 17 flores, de corola pequena (9-12 mm) e cor violácea. A floração e frutificação desta espécie decorrem entre Fevereiro e Junho.
Está associada às comunidades de infestantes nas culturas cerealíferas de Outono/Inverno, sobretudo do trigo e mais raramente da cevada. No entanto, pode ocorrer também em zonas ruderais, nomeadamente em taludes e bermas de caminhos na vizinhança das searas. Os núcleos actualmente conhecidos encontram-se em olivais, em montados ou na berma de caminhos, provavelmente porque estas áreas estão sujeitas a menos aplicações de herbicidas.